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Autodesenvolvimento e Alta Performance

Tag: habitos

  • Observação do indivíduo e seu ambiente

    Observar aqueles que conquistaram objetivos semelhantes aos nossos se torna um pilar principal como referência de como chegar até la. Através disso percebemos características, traços e hábitos que poderão ser praticados e que no futuro se tornarão novas virtudes.

    Além da observação do indivíduo, é importante ter atenção ao ambiente ao qual ele se encontra, diversas vezes as assumidas posições não são pelo que a pessoa é e sim pelo que a posição exige ser, desta maneira o indivíduo deverá adaptar-se as características exigidas e apresentar aquilo que se é esperado pela posição.

    Por exemplo, que ações são esperadas de um alto executivo? Podemos listar como boa comunicação, imparcialidade, conhecimentos gerais, habilidade de criar e estabelecer novas conexões e outras. Independente de quem almeja esta posição, estando ali ela deverá desenvolver esses traços e posteriormente seu sucessor e assim por diante, a posição e suas características se mantém de forma permanente havendo assim apenas uma pequena varição de quem a ocupa.

    Com isso devemos entender exatamente se temos ou podemos desenvolver as características não apenas para nos tornarmos mas sim para pertencer a aquele ambiente ao qual nos exigirá comportamentos padrões já estabelecidos, o mesmo se aplica tanto a meios profissionais quanto pessoais, muitas vezes é importante nos questionarmos se realmente pertencemos ao meio a partir da observação daqueles ao nosso redor e seus respectivos hábitos.

  • Hábitos de Ultramaratonista

    Nos últimos dois anos decidi focar novamente nas corridas de longas distâncias e assim completei minha primeira maratona e seguidamente outras 3 ultramaratonas. Minha busca pelas distâncias mais longas se deu pela necessidade de melhor preparo físico e mental, onde a base seria uma rotina repleta de hábitos mais saudáveis.

    Ao participar destas competições eu sempre tentava entender como eu me tornaria um verdadeiro ultramaratonista ou que tipos de características eu deveria ter para me tornar um, isso foi díficil pois a cada competição conhecia grupos diferentes onde não havia um padrão único mas sim diversos grupos que compartilhavam de mesmos hábitos, como os mais antigos que tinham muita experiência, os influencers que eventualmente gerariam seu conteúdo, o grupo dos que tinham uma razão por estar ali, e outros que estariam ali por si mesmos e ninguém nem saberia posteriormente.

    Todos esses grupos tinham uma coisa em comum, que o objetivo de tornar suas vidas melhores.

    Mesmo realizando diversos treinos longos e feito as competições, eu só fui me sentir um ultramaratonista depois da conclusão da minha terceira prova de ultra. Dessa experiência consegui entender a verdadeira essencia desta prática que no caso me identifiquei com os seguintes fatores:

    • Propósito, a base de tudo, desde o momento de treinar até competir, apenas cada um de nós poderá definir a razão por estarmos ali, e em momentos de dificuldade o propósito apoiará a disciplina e a superação de momentos difíceis.
    • Superação, será um elemento constante baseado na quantidade de imprevistos que aparecem durante a corrida, muitas vezes maiores do que imaginávamos mas ali teremos que encontrar forças para superá-los.
    • Tenacidade, a capacidade de não desistir, ter forças para enfrentar o incerto e continuar seguindo mesmo que haja apenas o mínimo de força ou recursos disponíveis.
    • Espiritualidade, inevitavelmente diante da grandeza do esforço e da superação, as crenças serão enaltecidas independente de quais sejam, e eventualmente coisas que antes eram impossíveis acontecerão naturalmente.
    • Auto-Conhecimento, todos que desejam ir além de seus limites ou realizar grandes conquistas necessitam entender a si, desde como vão agir, reagir ou sentir a cada momento, e até mesmo como seu corpo e mente responderão em cada situação.
    • Conexão, à todo momento seja com outros corredores ou seja com a natureza ao seu redor, ambos contribuirão para o ganho de conhecimento, experiência e força para continuar, pois todos ali possuem um objetivo comum.
    • Equilíbrio, de extrema importância para saber até onde ir, tudo que é acaba sendo levado ao extremo também gera outras perdas.
    • Humildade, é firmar os pés no chão e compreender a sua própria existência, ver o tamanho da nossa fragilidade diante da grandiosidade da natureza, e mesmo assim estar disposto a ajudar e contribuir de forma mútua aqueles que estão ao seu lado, sempre aberto a escutar e assumir que existem elementos a serem melhorados todos os dias, é entender que aqueles ao seu redor estão tão suscetíveis ao elementos da vida como você e assim todos nos tornamos iguais.

    Cada um desses fatores ficavam cada vez mais claros a cada momento, e a parte mais interessante foi que em outras áreas da vida seja profissional ou pessoal os mesmos poderiam ser desenvolvidos e aplicados, contribuindo assim para para melhores resultados.

  • Profissional do Futuro

    Defino o profissional do futuro como aquele que deseja exercer atividades e habilidades tanto em um meio laboral tradicional quanto aquele que exerce em meios recentes aos quais não conseguimos ainda categorizá-los.

    Atualmente depois de recentes mudanças drásticas em formas de trabalho e meios de comunicação percebemos que existem novas tendências e práticas que muitas vezes trazem problemas ou desafios nunca antes vistos. Fatores como, a abundância de informações, choques culturais, diferenças de fuso horário, a necessidade e velocidade por mudanças e atualizações, encontro de novas gerações e seus novos hábitos, acabam redefinindo a rotina e o sucesso do profissional do futuro.

    Podemos considerar os elementos principais que deverão fazer parte do Profissional do futuro como:

    Adaptabilidade, o ambiente que nos situamos está em constante mudança e repleto de informações em tempo real, que podem redefinir contextos e valores, aos quais antes eram intangíveis e que hoje podem assumir novos significados.

    Foco, consumir informações de forma superfícial e não se dedicar a uma atividade são hábitos que levarão a auto destruição pessoal e social. Um indivíduo necessita ter foco para ter uma nítida compreensão do ambiente em que se situa, e a partir disso viver em razão de objetivos e conquistas pessoais e profissionais a fim de positiviamente contribuir para o meio em que vive.

    Multiculturalismo, um conhecimento essencial para exercermos formas de comunicação efetivas e ao qual se adaptam a cultura que estamos expostos. Além de conhecer diversas culturas existentes, devemos estar atentos aos resultados do encontro de culturas, novos hábitos e tendências são geradas pela diversidade de grupos, e nós devemos sempre estar atentos e abertos a adaptar nossas formas de interação. Aprender e colocar em prática multiplos idiomas se torna um diferencial para aquele que deseja se relacionar bem com todos.

    Senso Comum, com velocidade das interações, assumimos que o mesmo deve ser aplicado em processos de decisões, interpretações e formas de comunicação. Mas esquecemos que antes disso, é necessário entender o contexto, olhar ao redor em busca de novas informações e até mesmo relembrar de nossos atuais valores, e apenas assim poderemos chegar a um senso comum entre todas as partes.

    Empatia, em um momento onde todos publicam sobre si mesmos e se tornam o centro das atenções, não podemos esquecer que devemos também nos colocar no lugar do outro e respeitá-lo em sua própria individualidade, além de estar aberto a ouvir novas opiniões e interpretações.

    Posicionamento, entender a melhor forma e quando de se posicionar em relação a qualquer situação é um traço muito importante não só nos dias atuais mas também para o futuro.

    A exigência do Profissional do Futuro não será apenas a didática ou de conhecimento técnico ou do seu dominio sobre uma habilidade, mas sim como o mesmo se situa como indivíduo e como interpreta e se relaciona perante a socidade em nível global.

  • Capital Cultural

    O meio no qual vivemos e as pessoas as quais nos rodeam podem influenciar drásticamente nossas vidas, isso porque buscamos referências e escutamos aqueles que estão mais próximos, normalmente evitando algo distante ou muito diferente da nossa realidade ou vamos dizer habitat.

    Muitas vezes não há muita compreensão ao tomar atitudes diferentes do comum daquele círculo que pertencemos isso porque estamos condicionados pelo Capital Cultural, um conceito definido pelo sociólogo francês Pierre Bourdieu, que envolve a familiaridade com a cultura legítima dentro de uma sociedade, que pode ser construído a partir de 3 pilares:

    • Objetivo: bens culturais, livros, arte e outros
    • Incorporado: linguagem, maneirismos, preferências
    • Institucionalizado: qualificações, credencias de educação

    O Capital Cultural, caso não seja expandido, pode se tornar um limitador social impedindo desenvolvimento pessoal e se tornando também um limitador de classes sociais. Podemos exemplificar isso no momento ao qual podemos tentar pertencer a qualquer tipo de grupo de hábitos distintos aos quais as interações serão dificultadas por assuntos em comum aplicados aquele grupo.

    Desta maneira é de extrema importância que saiámos de nossa zona de conforto e busquemos novos tipos de conhecimento e abrace novos hábitos. Com muita certeza nossas origens culturais sempre estarão presentes e são elas que nos definem como um ser único, porém isso não nos impede de buscar novos hábitos, escutar ativamente experiências diferentes das nossas, se expor a diferentes culturas e assim consquentemente navegar com harmonia por grupos culturais distintos

    Meios de capital cultural distintos podem ser de grande valor para aqueles que focam no auto-desenvolvimento, em primeiro momento a convivência em outros meios pode se tornar difícil, pois haverá interpretações diferentes e falta de assuntos ou hábitos em comum, mas pouco a pouco os pilares que envolvem materiais culturais, linguagem, preferências e qualificações começam a moldar o indivíduo a modo de que no futuro poderá pertencer a este meio escolhido.

    Desta maneira, podemos considerar que é de extrema importância o auto-conhecimento para nos situarmos em nosso meio e a consciência do que está ao nosso redor, ao qual nos levará a escolhas que poderão direcionar para o desenvolvimento ou para regressão.

    Referências: